PCC cobra 'pedágio' na Feirinha da Madrugada

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PCC cobra 'pedágio' na Feirinha da Madrugada
 
Promotor do MP recebeu denúncia de que facção criminosa cobrava mesada de comerciantes e investiga
 
Um esquema de achaque aos comerciantes da Feira da Madrugada, no Brás, região central da cidade, com a cobrança de R$ 250 a R$ 1 mil mensais por parte do PCC (Primeiro Comando da Capital), está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo.
 
De acordo com denúncia recebida pelo promotor Cesar Dario Mariano, depois confirmada por comerciantes ouvidos no inquérito, integrantes da facção criminosa cobravam uma “taxa de proteção” aos comerciantes. Em alguns casos, o PCC interferia até na distribuição dos boxes se aproveitando da legislação que determina a idosos e deficientes físicos prioridade na aquisição dos postos de venda. “O crime organizado estava se aproveitando disso.”
 
Segundo os depoimentos colhidos pelo promotor, a facção criminosa que domina os presídios paulistas levantava cerca de R$ 2 milhões mensais com o esquema fraudulento. Para evitar a continuidade do achaque na reabertura da feira, ainda sem data marcada, o promotor recomendou à Prefeitura mudanças no modo de distribuição dos boxes. “Eu fiz uma recomendação para a Prefeitura para que ela observasse na distribuição dos boxes remanescentes o princípio da isonomia (todos são iguais) para coibir a ocorrência de fraudes.”
 
Ao Ministério Público, a Prefeitura informou que “serão concedidos alvarás de funcionamento só aos atuais comerciantes que tenham sido previamente cadastrados”. Ao DIÁRIO, disse que só se manifestaria sobre a denúncia de infiltração do PCC dentro dos autos do inquérito.
 
Líderes dizem desconhecer atuação do crime organizado
O ex-presidente da Cofemapp (Comissão dos Comerciantes da Feira da Madrugada Pátio Pari), Manuel Sabino Neto, disse que não passa de mito a infiltração do crime organizado na Feira da Madrugada, por meio da cobrança de “taxas” pelo PCC. 
Sabino, que hoje é integrante da Federação do Comércio Popular do Estado de São Paulo, afirmou que a disputa pelo poder da feira  por três associações diferentes gerou uma série de denúncias sobre o funcionamento desse comércio popular no Brás.
 
“Já falaram de tudo sobre a feirinha, só faltava a participação do PCC”, afirmou. Outro líder da feira, Gilson Roberto de Assis, da Copae (Comissão Permanente dos Ambulantes da Cidade de São Paulo), disse desconhecer o suposto esquema do PCC
 
 
FERNANDO GRANATO/DIARIO DE S. PAULO
fernando.granato@diariosp.com.br
 
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