Depois de receber uma representação da diretoria são-paulina contra o juiz do clássico de domingo, entre São Paulo e Corinthians, o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marcos Marinho, afirmou que "por precaução" o árbitro não estará nas próximas escalas de sorteio dos jogos do São Paulo no Paulistão. Apesar da decisão, a FPF, curiosamente, considerou boa sua atuação no clássico, que teve pelo menos dois lances polêmicos com decisões contrárias ao clube do Morumbi: o gol de cabeça Adriano, que Spínola anulou por considerar falta do atacante em William, e um pênalti de Chicão em Dagoberto, reclamado pelos são-paulinos. "Nas próximas rodadas, o bom senso indica que ele não deve trabalhar nos jogos do São Paulo. A intenção é evitar um desgaste desnecessário", justificou Marinho.
Spínola está convicto de que não errou. "Tenho de aceitar e acatar o que for solicitado. Prefiro essa situação do que chegar ao estádio e ser colocado em dúvida. Assim é melhor meu afastamento do que a minha permanência", disse o juiz. Marinho rejeita a hipótese de que a Comissão de Arbitragem tenha sido pressionada pelo São Paulo para tomar a decisão, que abre precedente perigoso - a partir de agora, outras equipes que se sentirem lesadas por determinado árbitro também podem exigir atitudes da entidade. No Morumbi, a revolta é evidente. "Esperamos que ele não apite mais jogos do São Paulo e nem de ninguém", disse Carlos Augusto de Barros e Silva, vice-presidente de futebol do São Paulo. "Ele é o mesmo que não fez nada naquela entrada criminosa que o Miranda sofreu do Edmundo, no ano passado (no clássico entre Palmeiras e São Paulo, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, que terminou 0 a 0)."
Sobre os lances que geraram a polêmica, Marinho apóia a decisão de Spínola. "O gol anulado aconteceu em um lance puramente interpretativo. No ângulo de visão dele, ele viu falta e marcou falta pelo apoio do Adriano sobre o zagueiro. Por esse ângulo que ele tinha, eu acho que ele acertou. Em um outro ângulo de visão, eu daria falta. Em outro, talvez não daria". Sobre o pênalti em Dagoberto, Marinho também apóia a decisão do árbitro. O técnico corintiano, Mano Menezes, que ontem recebeu o reforço do volante Fabinho, também comentou os lances polêmicos. "A subjetividade de cada um deve ser respeitada. Precisa ficar claro que o Corinthians fez um bom clássico." Fabinho depende da liberação de documentos do Toulouse da França para poder estrear.
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